sexta-feira, 15 de junho de 2012

ELEMENTOS DA MÚSICA

Ao escrever uma peça de música, o compositor está combinando simultaneamente diversos elementos musicais importantes que chamaremos de componentes básicos da música. Dentre estes se acham:

                  MELODIA - HARMONIA - RITMO - TIMBRE - FORMA - TESSITURA

. Empregamos a palavra estilo para designar a maneira pela qual compositores de épocas e países diferentes apresentam esses elementos básicos em suas obras. A maioria deles, se não a totalidade, está presente em todos os períodos da história da música, embora inexistisse harmonia na música medieval da primeira fase e não haja, por assim dizer, melodia em certas composições do século XX. De fato, é a maneira particular como esses componentes são tratados, equilibrados e combinados que faz com que certa peça tenha o sabor característico, ou o estilo de determinado período, além de fornecer os itens que irão compor a sua "ficha de identificação". 

                                          PERÍODOS DA HISTÓRIA DA MÚSICA:

Podemos dividir a história da música em períodos distintos, cada qual identificado por um estilo que lhe é peculiar. É claro que um estilo musical não se faz da noite para o dia. Esse é um processo lento e gradual, sempre com os estilos sobrepondo-se uns aos outros, de modo a permitir que o "novo" surja do "velho". por isso mesmo, dificilmente os musicólogos estão de acordo a respeito das datas que marcam o princípio e o fim de um período, ou mesmo sobre os nomes a serem empregados na descrição do estilo que o caracteriza. No entanto, aqui apresentamos uma forma de dividir a história da música do Ocidente em seis grandes períodos, indicando as datas correspondentes:


Antes de passarmos propriamente ao estudo do estilo de cada um desses períodos, devemos examinar em primeiro lugar o significado dos seus componentes básicos da música:

MELODIA
Para a maioria das pessoas, a melodia é o componente mais importante numa peça musical. Todo o mundo sabe, naturalmente, o que é melodia, palavra muito comum, cujo significado, no entanto, é difícil de ser precisado com exatidão. Um dicionário musical sugere a seguinte definição: “seqüência de notas, de diferentes” sons, organizadas numa dada forma de modo a fazer sentido musical para quem escuta". Contudo, o modo de reagir a uma melodia é questão muito pessoal. Aquilo que faz "sentido musical" para um pode ser inaceitável para outro, e o que se mostra interessante e até belo para uma pessoa pode deixar uma outra inteiramente indiferente. 

HARMONIA

A harmonia ocorre quando duas ou mais notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde. Os acordes são de dois tipos: consonantes, nos quais as notas concordam umas com as outras, e dissonantes nos quais as notas dissoam em maior ou menor grau, trazendo o elemento de tensão à frase musical. Usamos a palavra "harmonia" de duas maneiras: para nos referirmos à seleção de notas que constituem determinado acorde e, em sentido lato, para descrevermos o desenrolar ou a progressão dos acordes durante toda uma composição. 


RITMO
A palavra ritmo é usada para descrever os diferentes modos pelos quais um compositor agrupa os sons musicais, principalmente do ponto de vista da duração dos sons e de sua acentuação. No plano do fundo musical, haverá uma batida regular, a pulsação da música (ouvida.ou simplesmente sentida), que serve de referência ao ouvido para medir o ritmo. 



TIMBRE


Cada instrumento tem uma qualidade de som que lhe é própria, aquilo que poderíamos chamar de "cor do seu som". Por exemplo, a sonoridade característica de um trompete é que nos faz reconhecê-lo imediatamente como tal, de modo a podermos dizer que diferença há entre esse instrumento e, digamos, um violino. É a essa particularidade do som que se dá o nome de timbre. 0 compositor tanto pode jogar com a mistura de timbres, ou seja, misturar a seção de cordas de uma orquestra com as ricas e misteriosas sonoridades do corne inglês, dos violoncelos e dos fagotes como também pode jogar com contrastes, procurando destacar um som do outro. Seria o caso, por exemplo, de um fundo formado por sonoridades mais sombrias, constituído pelos baixos das cordas e metais, em contraste com os sons luminosos e penetrantes do flautin, da requinta (pequena clarineta em mi bemol), do trompete com surdina e do xilofone. 



FORMA

Usamos a palavra forma para descrever o projeto ou configuração básica de que um compositor pode valer-se para moldar ou desenvolver uma obra musical. São vários os tipos de formas ou configurações obtidos através de diferentes métodos, nos diferentes períodos da história da música. 


TESSITURA 

Algumas peças musicais apresentam uma sonoridade bem densa: rica e fluindo com facilidade. Outras podem mostrar-se com os sons mais rarefeitos e esparsos, por vezes produzindo um efeito penetrante e agressivo. Para descrever esse aspecto da música, usamos a palavra tessitura comparando a trama formada pelos fios de um tecido com a organização dos sons numa composição musical. Há três maneiras básicas de compositor "tecer" uma música: 

0 monofônica constituída por uma única linha melódica, destituída de qualquer espécie de harmonia; 

o polifônica duas ou mais linhas melódicas entretecidas ao mesmo tempo (às vezes, também chamada contrapontística); 

o homofônica uma única melodia é ouvida contra um acompanhamento de acordes. Basicamente, é uma música com um mesmo ritmo em todas as vozes. 





FONTES BIBLIOGRÁFICAS:


BENNETT, Roy  Uma breve história da música - Segunda edição, Jorge Zahar Editor





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