terça-feira, 19 de junho de 2012

CONCERTO PARA MÁQUINA DE ESCREVER E ORQUESTRA.

 La maquina de escribir -  L. Anderson (Lio em los grandes almacenes)
Solista: Alfredo


                                          http://www.youtube.com/watch?v=G4nX0Xrn-wo&sns=em


Assistam esse também com o Jerry Lews

 http://www.youtube.com/watch?v=4QH2tuHwo

segunda-feira, 18 de junho de 2012

LEGISLAÇÃO REFERENTE ÀS ESCOLAS DE MÚSICA


                                              
                                                                       



01.Os cursos livre de música, para funcionar, necessitam apenas do alvará de localização concedido pela prefeitura.

02.As escolas particulares podem adotar, juridicamente, as formas de fundações ou associações, conforme o artigo 4º da Lei 5540/68.

03.As escolas oficiais podem adotar, juridicamente, as formas de autarquias de regime especial ou fundações de direito público, conforme o Decreto-Lei nº 200, de 25.02.67.

04.Cabe ao Ministério da Educação supervisionar e fiscalizar o cumprimento das leis e normas referentes às instituições particulares e oficiais de 3º Grau.

05.Cabe às Secretarias Estaduais e Municipais de Educação supervisionar e fiscalizar o cumprimento das leis e normas referentes às instituições particulares e oficiais de 1º e 2º graus.

06.Cabe ao Conselho Federal de Educação autorizar o funcionamento e reconhecer os cursos de 3º grau, em tres fases: assistência, verificação e avaliação, de acordo com a resolução 19/77.

07.Cabe aos Conselhos Estaduais de Educação autorizar o funcionamento e reconhecer os cursos de 1º e 2º graus exige-se, apoiando-se no artigo 16 da Lei nº 4024/61:

_idoneidade moral e profissional do diretor e do corpo docente;
_instalações satisfatórias;
_escrituração escolar e arquivo que assegurem a identidade de cada aluno, a regularidade e a autenticidade de cada vida escolar;
_garantia de remuneração condigna aos professores;
_observância da legislação e das normas fixadas pelos Conselhos Estaduais de Educação.

09.O reconhecimento de uma escola nunca é definitivo, precisa ser revalidado de tempos em tempos.

10.As alterações no regimento da escola devem ser submetidas à apreciação dos conselhos Estaduais da Educação.

domingo, 17 de junho de 2012

INDEPENDÊNCIA AUDITIVA

Se você é um tenor e consegue cantar junto com uma contralto, um baixo ou uma soprano sem se perder na sua melodia, se você ouve uma canção e consegue perceber separadamente as vozes e os instrumentos, parabéns! você tem independência auditiva!
Nem todas as pessoas tem essa facilidade mas com atividades musicais isso pode ser desenvolvido.
Realizo sempre algumas atividades para independência auditiva com os coros que trabalho, tenho revezamento de coristas a cada semestre, por isso repito alguns exercícios e busco outros diferentes. 
Se você tiver alguma atividade interessante nessa área envie para mim, ficarei muito grata!

Abaixo seguem algumas sugestões de atividades para os meus colegas professores de música:

                                                         Atividade 01: ACHE O SEU SOM!

Para iniciar a atividade coloca-se os alunos em duas rodas. Os participantes em dupla, de frente um para o outro ficando um dentro da roda e o outro  fora. O par deve combinar um som qualquer, pode ser feito na boca, no corpo, como quiser. Quem ficou dentro da roda, fecha os olhos e quem ficou fora sai pra lugares distantes do seu parceiro. Após comando para iniciar, os que saíram da roda fazem o som combinado, todos ao mesmo tempo. Os que estão de olhos fechados saem pela sala a procurar em meio a tantos sons simultâneos o seu companheiro, sem de maneira nenhuma abrir os olhos, sem conversar ou emitir qualquer som. Quando todas as duplas estiverem juntas novamente, troca-se, quem estava dentro da roda passa para fora e combina-se um outro som para fazer a atividade outra vez. 
No final o professor depois de falar sobre os objetivos da atividade solicita aos alunos que eles falem a respeito, o que sentiram, se foi dificil achar o companheiro, se foi complicado ou se foi fácil em meio a tantos sons achar o seu som, etc.

Objetivos da atividade: _ Desenvolver a independência auditiva.
                                    _Interagir com o colega.
                                    _Criar sons.
                                    
                                                      Atividade 02: PERCEPÇÃO MUSICAL

Os alunos ouvem uma música, por exemplo e sugestão: O Pedro e o lobo que foi composta por Sergei Prokofiev em 1936 e tentam perceber o som de cada instrumento, feito isso pode-se colocar outras peças que utilizam os mesmos instrumentos.
O objetivo é mostrar as crianças as sonoridades dos diversos instrumentos e depois que eles possam separar auditivamente esses instrumentos em qualquer outra peça.
Em O Pedro e o Lobo é utilizada uma Orquestra Sinfônica em que cada personagem da história é representado por um instrumento ou naipe da orquestra e possui um tema musical.
                                                                                       


Sugestões de vídeos de O Pedro e o lobo:

http://youtu.be/DGHGIO_4jeQ - PARTE 01

http://youtu.be/WJ4z10iynOk - PARTE 02

http://youtu.be/ll4zUjbew_k    - Orquestra parte 01

http://youtu.be/lU99of7Fwh4  - Orquestra parte 02

http://youtu.be/_GW3GzAGGTA - Peter and the wolf

http://youtu.be/UAadplUCa3M - O Pedro e o lobo - PIANO A 4 MÃOS


                                                   Atividade 03: ORDENE O SOM

Selecione 8 alunos, peça um dos alunos para sair da sala.

Escolhemos uma canção junto com a turma.Como sugestão trabalharemos a canção folclórica: Nesta rua:

O primeiro aluno canta: Nesta rua, nesta rua
O segundo aluno: tem um bosque
O terceiro aluno: que se chama que se chama
O quarto: solidão
O quinto: dentro dele, dentro dele
O sexto: mora um anjo
O sétimo: que roubou, que roubou
O oitavo: meu coração

Os oito alunos cantam o seu pedaço andando misturados pela sala, o aluno que estava lá fora entra e tenta colocar cada aluno na posição correta da melodia. Quando estiverem em semi círculo cada um canta a sua parte e a turma confere se está correto.

OBS.: Esta terceira atividade (muito interessante) vivenciei em um curso com a  professora Cláudia Leão no mês de maio- 2012 aqui em Vitória da Conquista-Ba. A canção Ciranda cirandinha foi a eleita no dia.

Obrigada a todos!
Espero que vocês comentem e vivenciem essas atividades com os seus alunos.
 Abraço!

Cláudia Cavalcante



sábado, 16 de junho de 2012

MÚSICA MEDIEVAL

                                           

                                                              
Música medieval é o termo dado à música típica do período da Idade Média durante a História da Música ocidental europeia. Esse período iniciou com a queda do Império Romano e terminou aproximadamente no meio do Século XV. Determinar o fim da Era medieval e o início da Renascença pode ser arbitrário; aqui, para fins do estudo de Música, vamos considerar o ano de 1401, o início do Século XV.
Melodia gregoriana - A rápida expansão do cristianismo exige um maior rigor do Vaticano, que unifica a prática litúrgica romana no século VI. O papa Gregório I (São Gregório, o Magno) institucionalizou o canto gregoriano, através de uma reforma litúrgica, que se tornou modelo para a Europa católica. A notação musical sofre transformações, e os neumas são substituídos pelo sistema de notação com linhas a partir do trabalho de vários sacerdotes cristãos, sobretudo, Guido D'Arezzo (992-1050); que foi o responsável pelo estabelecimento desse sistema de notação musical de onde se originou a atual pauta musical. Foi ele, que no século XI designou as notas musicais como são conhecidas atualmente, usando o texto de um hino a São João Batista (originalmente em latim), onde cada estrofe inicia com uma nota musical: anteriormente, as notas eram designadas pelas sete primeiras letras do alfabeto latino. Desse modo, as notas musicais passaram a ser chamadas UT, RE, MI, FA, SOL, LA e SI. Posteriormente o nome DO substituiu o UT. O nome da nota SI formou-se das letras iniciais do último verso do hino como pode ser visto a seguir:
Ut queant laxis Resonare fibris Mira gestorum Famuli tuorum Solve polluti Labii reatum Sancte Ioannes
Que significa:
"Para que teus servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João."

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA MÚSICA MEDIEVAL
1. O uso de modos. 

2. Cantochão - melodias simples, sem acompanhamento ou notação rítmica; canções seculares e danças bem ritmadas.3. Músicas polifônicas: organum ( peças elaboradas a partir de cantochãos preexistentes); motetos - composições resultantes da sobreposição de melodias e palavras.4. Muitas composições baseadas em um cantus firmus tirado de um cantochão, mas algumas peças compostas de forma independente ( conductus ).5. Na Ars Antiqua, rítmos tomados da poesia, mas, na Ars Nova, já mais flexíveis e ousados.6. Maior preponderância dos intervalos harmônicos: uníssono, Quarta, Quinta e oitava.
Intervalos de terças e sextas mais frequentes no fim do período medieval.


INSTRUMENTOS MUSICAIS Estão citados aqui alguns instrumentos que deveriam acompanhar essas danças e canções:

1. Galubé e tamboril: flauta e tambor de duas faces, tocados por uma só pessoa.

2. Charamela: instrumento de sopro e palheta dupla, antepassado do oboé.

3. Órgão: além do órgão da igreja, havia o órgão portátil, que podia ser carregado.

4. Carrilhão: conjunto de sinos graduados , para ser tocado com martelos de metal.

5. Cítola ou cistre: instrumento de 4 cordas de arame

6. Harpa: menor em tamanho que a harpa moderna.

7. Viela: maior que as violas modernas, possuía um cavalete achatado.

8. Rebec: instrumento em forma de pera, com 3 cordas para serem friccionadas por um arco.

9. Viela de roda: instrumento no qual uma roda movida a manivela fazia as cordas vibrarem, e um teclado em conexão 
com as cordas melódicas respondia pela diferenciação dos sons. 

10. Saltério: dotado de cordas que eram tocadas com bicos-de-pena, um em cada mão. 
Também existiam outros instrumentos: flautas doces de vários tamanhos: a aveludada flauta medieval; o trompete medieval; alaúde, gaitas de fole, instrumentos de percussão tais como címbalos, triângulo e tambores. 



Vídeo que mostra e exemplifica as principais características da Música Medieval:

                                       http://youtu.be/AMe1WuV3j1g






FONTES:


BENNETT, Roy   Uma breve história da música Segunda edição  Jorge Zahar Editor

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ELEMENTOS DA MÚSICA

Ao escrever uma peça de música, o compositor está combinando simultaneamente diversos elementos musicais importantes que chamaremos de componentes básicos da música. Dentre estes se acham:

                  MELODIA - HARMONIA - RITMO - TIMBRE - FORMA - TESSITURA

. Empregamos a palavra estilo para designar a maneira pela qual compositores de épocas e países diferentes apresentam esses elementos básicos em suas obras. A maioria deles, se não a totalidade, está presente em todos os períodos da história da música, embora inexistisse harmonia na música medieval da primeira fase e não haja, por assim dizer, melodia em certas composições do século XX. De fato, é a maneira particular como esses componentes são tratados, equilibrados e combinados que faz com que certa peça tenha o sabor característico, ou o estilo de determinado período, além de fornecer os itens que irão compor a sua "ficha de identificação". 

                                          PERÍODOS DA HISTÓRIA DA MÚSICA:

Podemos dividir a história da música em períodos distintos, cada qual identificado por um estilo que lhe é peculiar. É claro que um estilo musical não se faz da noite para o dia. Esse é um processo lento e gradual, sempre com os estilos sobrepondo-se uns aos outros, de modo a permitir que o "novo" surja do "velho". por isso mesmo, dificilmente os musicólogos estão de acordo a respeito das datas que marcam o princípio e o fim de um período, ou mesmo sobre os nomes a serem empregados na descrição do estilo que o caracteriza. No entanto, aqui apresentamos uma forma de dividir a história da música do Ocidente em seis grandes períodos, indicando as datas correspondentes:


Antes de passarmos propriamente ao estudo do estilo de cada um desses períodos, devemos examinar em primeiro lugar o significado dos seus componentes básicos da música:

MELODIA
Para a maioria das pessoas, a melodia é o componente mais importante numa peça musical. Todo o mundo sabe, naturalmente, o que é melodia, palavra muito comum, cujo significado, no entanto, é difícil de ser precisado com exatidão. Um dicionário musical sugere a seguinte definição: “seqüência de notas, de diferentes” sons, organizadas numa dada forma de modo a fazer sentido musical para quem escuta". Contudo, o modo de reagir a uma melodia é questão muito pessoal. Aquilo que faz "sentido musical" para um pode ser inaceitável para outro, e o que se mostra interessante e até belo para uma pessoa pode deixar uma outra inteiramente indiferente. 

HARMONIA

A harmonia ocorre quando duas ou mais notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde. Os acordes são de dois tipos: consonantes, nos quais as notas concordam umas com as outras, e dissonantes nos quais as notas dissoam em maior ou menor grau, trazendo o elemento de tensão à frase musical. Usamos a palavra "harmonia" de duas maneiras: para nos referirmos à seleção de notas que constituem determinado acorde e, em sentido lato, para descrevermos o desenrolar ou a progressão dos acordes durante toda uma composição. 


RITMO
A palavra ritmo é usada para descrever os diferentes modos pelos quais um compositor agrupa os sons musicais, principalmente do ponto de vista da duração dos sons e de sua acentuação. No plano do fundo musical, haverá uma batida regular, a pulsação da música (ouvida.ou simplesmente sentida), que serve de referência ao ouvido para medir o ritmo. 



TIMBRE


Cada instrumento tem uma qualidade de som que lhe é própria, aquilo que poderíamos chamar de "cor do seu som". Por exemplo, a sonoridade característica de um trompete é que nos faz reconhecê-lo imediatamente como tal, de modo a podermos dizer que diferença há entre esse instrumento e, digamos, um violino. É a essa particularidade do som que se dá o nome de timbre. 0 compositor tanto pode jogar com a mistura de timbres, ou seja, misturar a seção de cordas de uma orquestra com as ricas e misteriosas sonoridades do corne inglês, dos violoncelos e dos fagotes como também pode jogar com contrastes, procurando destacar um som do outro. Seria o caso, por exemplo, de um fundo formado por sonoridades mais sombrias, constituído pelos baixos das cordas e metais, em contraste com os sons luminosos e penetrantes do flautin, da requinta (pequena clarineta em mi bemol), do trompete com surdina e do xilofone. 



FORMA

Usamos a palavra forma para descrever o projeto ou configuração básica de que um compositor pode valer-se para moldar ou desenvolver uma obra musical. São vários os tipos de formas ou configurações obtidos através de diferentes métodos, nos diferentes períodos da história da música. 


TESSITURA 

Algumas peças musicais apresentam uma sonoridade bem densa: rica e fluindo com facilidade. Outras podem mostrar-se com os sons mais rarefeitos e esparsos, por vezes produzindo um efeito penetrante e agressivo. Para descrever esse aspecto da música, usamos a palavra tessitura comparando a trama formada pelos fios de um tecido com a organização dos sons numa composição musical. Há três maneiras básicas de compositor "tecer" uma música: 

0 monofônica constituída por uma única linha melódica, destituída de qualquer espécie de harmonia; 

o polifônica duas ou mais linhas melódicas entretecidas ao mesmo tempo (às vezes, também chamada contrapontística); 

o homofônica uma única melodia é ouvida contra um acompanhamento de acordes. Basicamente, é uma música com um mesmo ritmo em todas as vozes. 





FONTES BIBLIOGRÁFICAS:


BENNETT, Roy  Uma breve história da música - Segunda edição, Jorge Zahar Editor





quarta-feira, 13 de junho de 2012

NO PAÍS DOS DECIBÉIS

 No país dos decibéis

Claudio de Moura Castro
VEJA




"Será que o baixo crescimento da economia
não seria o resultado do excesso de barulho?"

Ao fazer as malas para o Brasil, após quinze anos na Suíça e nos Estados Unidos, assaltava-me o temor de um choque cultural. Como a Batalha de Itararé, o choque não ocorreu, foi ajustamento instantâneo. Mas houve uma exceção: o choque dos decibéis.
Eu vinha de uma Suíça onde em muitos edifícios é proibido tomar banho e puxar a descarga após as 10 horas da noite. Os ônibus são silenciosos, e aviões barulhentos não pousam lá. Os cachorros não latem, e as crianças não berram. É proibido cortar grama aos domingos, por causa do barulho das máquinas. Lá eclodiu um célebre processo judicial contra os cincerros das vaquinhas que incomodavam um vizinho. Fiquei mal-acostumado, adquiri hábitos alienados.
Aqui estou, depositado no país dos decibéis. Ônibus e caminhões urram dentro da lei dos 88 decibéis máximos, quando na Europa a norma é 74 (sendo a escala de decibéis logarítmica, o volume de som é muitas vezes maior!). Muitos urram fora da lei. Uivam motos sem silenciosos. Os pneus cantam nas curvas. A cachorrada da vizinhança tem cordas vocais de aço-molibdênio. As igrejas e os cultos confundem decibéis com fé.
Ilustração Ale Setti


A obra-prima da agressão sonora são uns automóveis cujos porta-malas se abrem revelando uma bateria de alto-falantes, terrível usina de decibéis. Felizmente, algumas cidades turísticas estão comprando decibelímetros, para não perder clientes antiquados como eu.
As salas de aula não têm tratamento acústico. Parece até que foram planejadas para maximizar a refletância ambiente (as piores são as dos Cieps). A norma da ABNT para salas de aula estipula um máximo de 40 a 50 decibéis, mas o nível de ruído atinge 75 em casos comprovados. O ruído impede a atenção ou mesmo impede de ouvir o professor. Em quantos pontos faz cair o rendimento dos alunos brasileiros?
Nos restaurantes, a barulheira não está no cardápio, mas é parte do serviço. É como se o objetivo de manter uma conversação relaxada e inteligente fosse coisa subversiva, a ser impedida pelas múltiplas ressonâncias – amplificadas pelas superfícies lisas e paralelas. Um proprietário experiente disse que restaurante silencioso espanta clientes.
Parece que o choque de gerações se concentra nos decibéis. Na música, são o sonho de consumo, indo muito além dos níveis máximos das normas de saúde ocupacional. E, diante dos que reclamam, a polícia candidamente confessa não saber bem o que fazer nem qual unidade cuida do assunto. Ou, então, vai inspecionar no dia seguinte ao da festa.
O que menos me incomoda é a música das boates, apesar de ensurdecedora. É que, após uma experiência traumatizante, aprendi minha lição. Não entro nelas em hipótese nenhuma. Se lá dentro estivesse, de bom grado pagaria para sair.
Segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), 65 decibéis marcam o limiar do que faz mal à saúde – dependendo do tempo de exposição. Verificou-se que ruído excessivo aumenta a adrenalina, provoca alta de pressão, stress, insônia e (em Berlim) aumenta em 20% a probabilidade de infarto. Nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas perderam a audição (ou parte dela) por excesso de ruído – e parece que os números aumentam. Lá, o seguro-saúde é mais caro para quem trabalha em lugares barulhentos. Entre nós, quantos milhões convivem com muito mais decibéis do que a lei permite em fábricas? Uma banda de rock emite tantos malditos decibéis quanto uma turbina de avião (130 decibéis).
O ruído nas ruas, nas escolas e nos hospitais costuma estar acima do máximo da OMS. Será possível aprender em salas de aula tão ruidosas? Por que ignorar os males que faz à saúde? Será que o baixo crescimento da economia não seria o resultado do excesso de barulho? A sociedade não estaria sendo anestesiada ou hipnotizada por uma forma sinistra de conspiração sonora?
Manifesto a minha revolta auditiva contra um povo que confunde alegria com barulho. Parece que música alta libera hormônios, dando um "barato". Que seja. Mas o prazer de uns poucos não pode ser à custa do incômodo de outros. O som que me incomoda invadiu ilegalmente a minha privacidade. Temos o direito ao silêncio.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CAMILLE SAINT-SAËNS



Camille Saint-Saëns

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Camille Saint-Saëns.

Biografia

O seu pai morreu quando ele tinha apenas quatro meses de idade, e Camille foi criado pela mãe e por uma tia.
Como havia um piano na casa, aos dois anos e meio de idade o rapaz já gostava de brincar com as teclas, e em pouquíssimo tempo já tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. A sua mãe e a sua tia deram lhe as primeiras lições de teoria musical.
Aos 7 anos de idade já escrevia pequenas peças. Recebeu lições de piano de Camille Stamaty e Alexandre Boëly, e de harmonia Pierre Maleden, e aos 10 anos já conseguia tocar algumas das peças mais difíceis de Mozart e Ludwig van Beethoven.
Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel, em Paris, a 6 de maio de 1846, sem ter completado ainda 11 anos de idade. Na ocasião, tocou o 3° concerto de Beethoven e o n°15 de Mozart, para o qual escreveu sua própria cadência. Aos 13 anos de idade, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou Órgão instrumento musical com Benoist, contraponto e fuga com Jacques Fromental Halévy.
Para auxiliar a família, tocava órgão na Igreja de St. Merry, e em 1857 obteve o cargo de organista na Igreja da Madeleine, cargo esse que ocuparia por 20 anos. Aos 25 anos já era famoso na Europa inteira como pianista e compositor, tendo escrito três sinfonias, um concerto para violino, peças de música sacra.
Travou amizade com Liszt, que, ao vê-lo improvisando ao órgão de Madeleine, classificou-o como "o maior organista do mundo".
Saint-Saens conhecia música profundamente, familiarizado com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos. Possuía uma vasta e sólida cultura em filosofia, ciência e literatura. Em astronomia chegou a alcançar verdadeira autoridade. Escreveu um livro de filosofia, "Problèmes et Mystères", versos, uma comédia, e escreveu ele mesmo os libretos de várias de suas óperas.
Saint-Saens gostava muito de viajar. Movido por impulsos súbitos, fazia excursões repentinas às partes mais distantes do planeta, dava-lhe prazer conhecer lugares exóticos.
Visitou a Espanha, as Canárias, o Sri Lanka|Ceilão, a Vietnã|Indochina, o Egito, esteve várias vezes na América. Deu concertos no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1899, com a colaboração de Luigi Chiafarelli, uma figura de destaque no ambiente musical brasileiro. Visitou também San Francisco na Califórnia.
A morte veio colhê-lo numa cama de hotel em Argel, na Argélia, dia 16 de dezembro,1921. "Acredito que agora chegou mesmo o meu fim", murmurou, e fechou os olhos para sempre.Já fazia tempo que este homem feliz desejava a morte secretamente.
A obra de Camille Saint-Saens é imensa: sinfonias, concertos para violoncelo, piano e violino, peças para órgão, música vocal e instrumental, sacra e profana. Entre as peças mais conhecidas deste compositor, podemos citar: o Concerto para violino nº3 em si menor (op. 61), a "Danse Macabre", Introdução e Rondò Capriccioso para violino e orquestra (uma peça extremamente brilhante para o violino), o Carnaval dos Animais.
Saint-Saens compôs várias óperas, mas somente uma delas é tida pela posteridade como uma obra prima imortal:Sansão e Dalila.
Uma amostra da riqueza das suas composições pode ser admirada nas telas de cinema: no primeiro dos filmes do porquinho Babe, o 4º e último movimento da Sinfonia nº3 "Órgào" serve de fundo para a cena do fazendeiro, que canta uma versão inglesa para a belíssima melodia, chamada "If I Had Words".

O Carnaval dos Animais, Camille Saint-Saëns – História e Vídeo da Peça 

 

               O Carnaval dos Animais (Le carnaval des animaux) é uma das mais famosas obras do compositor francês Camille Saint-Saëns.
               A peça foi composta em fevereiro de 1886 e não foi publicada de imediato. Camille era um compositor bastante sério, desde pequeno se familiarizava com obras de grandes compositores. Possuia ainda vasto conhecimento em filosofia, literatura, ciência e até mesmo astronomia.

Camille Saint-Saens o criador da peça

              Por conta de sua fama a peça, que foi composta durante uma excursão de Saint-Saëns à Àustria, só teve sua publicação permitida após a morte do compositor, já que era algo diferente de tudo o que ele já havia feito.
              “Le carnaval des animaux” possui 14 movimentos, sendo 13 descritivos e um Finale. São eles:   


               I – Introduction et marche royale du lion (Introdução e Marcha Real do Leão
               II – Poules et coqs (Galinhas e Galos)
               III – Hémiones, animaux véloces (Mulas, animais velozes)
               IV – Tortoises (Tartarugas)
               V – L’éléphant (O Elefante)
               VI - Kangourous (Cangurus)
               VII – Aquarium (Aquário)
               VIII – Personnages à longues oreilles (Personagens com orelhas compridas)
               IX – Le coucou au fond des bois (O cuco nas profundezas dos bosques)
               X – Volière (Pássaros)
               XI – Pianistes (Pianistas)
               XII – Fossiles (Fósseis)
               XIII – Le Cygne (O Cisne)
               XIV – Finale (Final)
             
Confira -               http://youtu.be/5LOFhsksAYw